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Preço de terras agrícolas subiu mais de 50% no Paraná

Documento preparado pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, mostra que a valorização dos produtos agropecuários teve como consequência também a elevação dos preços das terras. No caso das aptas ao plantio de grãos ou para pastagens o aumento foi de 52% no prazo de um ano

Geraldo Bubniak/AEN
O preço das terras aptas para atividades agropecuárias teve elevação superior a 50% no período de um ano no Paraná. O resultado é influenciado, sobretudo, pela valorização da produção gerada. A análise publicada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, é tema do Boletim de Conjuntura Agropecuária eferente à semana de 01 a 07 de maio.

As terras da Classe A-III, que, pelo Sistema de Classificação de Solos, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), são aquelas aptas ao cultivo de grãos, apresentaram valor médio de R$ 58,9 mil o hectare este ano. Isso representa aumento de 52% ante os R$ 38,9 mil que foram levantados em março de 2020.

No caso das terras B-VI, que são aquelas ocupadas mais por pastagens e silvicultura (cultivo de florestas para produção de madeiras e outros derivados comerciais), o incremento de valor chegou a 52%. No prazo de um ano, passou de R$ 20,1 mil o hectare para R$ 30,6 mil.

O reajuste acima dos índices de inflação já era esperado pelo mercado e pelo Deral. Alguns dos principais produtos agrícolas do Estado apresentaram grande valorização, como é o caso da soja, com aumento de 90%; do milho, que subiu 84%; e do boi gordo, que registrou acréscimo de 53%. Em consequência, a maior demanda por áreas aptas a essas atividades pressionou o preço.

Detalhes sobre os preços de terras podem ser encontrados AQUI

FEIJÃO, MANDIOCA E PITAIA 
O boletim registra que a colheita da segunda safra de feijão atingiu em torno de 6% da área total. No entanto, as condições boas do que permanece em campo têm diminuído devido à estiagem. Cerca de 33% estão nessa categoria, enquanto 42% estão em condições médias e 25%, ruins.

Para a mandioca, a expectativa é que ocorram chuvas este mês para avançar na colheita equilibrando a oferta para as indústrias de fécula e farinha, com consequente redução no preço final. A previsão é que haja redução de 4% na produção, ficando em 3,3 milhões de toneladas.

O documento trata, ainda, da produção de pitaia, conhecida como fruta-do-dragão. Os primeiros registros dessa fruta no Brasil datam dos anos 2000, com comercialização no atacado em 2005. No ano passado, as Ceasas paranaenses venderam 146 toneladas de pitaia, provenientes, pela ordem, de Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

SOJA, MILHO E TRIGO 
O boletim faz também uma análise sobre a cotação da soja e do milho no mercado. Em relação à primeira cultura, registra-se que, mesmo com produção menor, em consequência de fatores climáticos, os valores são compensatórios para os produtores.

O milho também terá perdas consideráveis pelas condições climáticas desfavoráveis. No entanto, a condição de menor oferta, aliada à alta da commodity no mercado internacional e à taxa de câmbio elevado, ajuda a manter o mercado firme com valores recordes acima de R$ 95 a saca de 60 quilos.

Sobre o trigo, o registro é de pequeno avanço no plantio. O produtor ainda aguarda a chegada da chuva para que as sementes sejam lançadas em solo com boas condições de umidade. Os municípios aptos ao plantio têm pelo menos 14 dias para realizar a semeadura segundo o zoneamento.

OUTROS PRODUTOS 
O boletim trata também da ovinocultura, da pecuária de corte e da avicultura, analisando o desempenho do preço tanto ao produtor quanto no varejo.

Há, ainda, registro da safra de tomate, que já está com 95% da área da primeira safra colhida. A estimativa é render 137.597 toneladas. Da segunda safra, foram plantados 96% do total da área e 37% já estão colhidos. Para esse ciclo, a expectativa é de 94.562 toneladas. (Com AEN).
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