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Técnico em enfermagem, Lourival Latzuk fala sobre a diferença entre diabetes I e II

Entenda as diferenças entre os tipos mais comuns da diabetes

Foto - Douglas Souza/edição: Juliane Balles

Diabetes é uma das doenças mais comuns e que mais matam no mundo. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil e os números não param de crescer. Em muitos casos, uma pessoa pode ser diabética sem saber. A diabetes pode se manifestar nos tipos I e II: com ações diferentes no organismo, cada uma demanda um cuidado específico. Entenda mais e veja como evitar as complicações graves. 

O que causa a diabetes? 
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que regula os níveis de glicose no sangue e garante a energia do corpo. Quando há um problema na produção dessa substância ou na sua absorção pelo organismo, se desenvolve uma doença crônica chamada diabetes, que pode ser dividida entre tipo I e tipo II. Um quadro de hiperglicemia por longos períodos de tempo pode levar a danos aos vasos sanguíneos, nervos e diversos órgãos. 

Diabetes tipo I: variação mais rara é causada por falha no sistema imunológico que afeta as células 
A diabetes tipo I é uma variação menos comum da doença e que costuma surgir na infância ou na adolescência. Nesses casos, o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas e, em consequência, o órgão produz pouca ou nenhuma insulina. Os sintomas mais comuns são sede, fome e urina em excesso, emagrecimento e sensação de cansaço e fraqueza. Essa variação da doença é insulinodependente, ou seja, o paciente necessita de aplicações diárias de insulina. 

Diabetes tipo II se caracteriza pela resistência insulínica 
Aproximadamente 90% do casos de diabetes são de tipo II e o surgimento está associado a uma incapacidade do corpo de utilizar adequadamente a insulina produzida. Diferentemente do tipo I, as células do pâncreas produzem a insulina, mas a ação do hormônio fica dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. A instalação da doença pode ser mais lenta e os sintomas podem demorar mais tempo para aparecer. Entre os principais sinais está o aumento da sede, da urina e do peso, dores nas pernas e alterações visuais. 
 
Mudança de hábitos é fundamental para o controle da doença 
Em ambos os casos de diabetes, o estilo de vida do paciente pode ajudar no tratamento e contribuir para o controle da doença. Entre as recomendações, ter uma alimentação saudável e balanceada e manter a prática de exercícios físicos de forma regular demonstram os melhores resultados, principalmente entre as pessoas com diabetes de tipo II, que costuma estar associada a obesidade e ao sedentarismo. Vale lembrar que é muito importante procurar a ajuda médica assim que surgirem os primeiros sinais para evitar outros problemas graves, como doenças renais, hipertensão, lesões nos olhos, entre outros.

[Entrevistado: Lourival Latzuk, técnico em enfermagem, inscrito no Coren/PR 766.827].

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