https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjF-MkQGVlp-i3vGmFXK6Y9t0cFif2N1B0TyJr1KuwBa6xNdm5_54-eihYXkW4Eq7ue7FVXFweNuG4ovcbeAYeOLmrHFL4aCfWmQ4_rOeyQ6t9VX_6Z07qgntzQGP-GH762DAJqpSgSUPLUNReALbN-dHoStfp4Qxvu2OB2lMCJnljvSiwRgwSTR6Q8=s16000

STF anula normas do Paraná sobre remuneração de governador, vice e deputados estaduais

As normas questionadas determinam que a remuneração mensal do governador equivale ao subsídio mensal do presidente do STF; a do vice-governador representa 95% do valor recebido pelo governador; e a dos deputados estaduais é 75% do que recebem os deputados federais

Imagem ilustrativa/Reprodução

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou uma série de dispositivos e leis estaduais do Paraná referentes à remuneração mensal do governador, do vice-governador e dos deputados estaduais. Em decisão unânime, tomada em sessão virtual concluída em 17/12, o colegiado julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6189, ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As normas questionadas determinam que a remuneração mensal do governador equivale ao subsídio mensal do presidente do STF; a do vice-governador representa 95% do valor recebido pelo governador; e a dos deputados estaduais é 75% do que recebem os deputados federais.

Segundo a ação, o atrelamento remuneratório implica reajuste de uma categoria de agentes públicos sem lei específica, sempre que a categoria vinculada for contemplada com reajustes ou aumentos. Assim, a PGR pediu a suspensão das normas, com a posterior declaração de inconstitucionalidade por ofensa aos dispositivos constitucionais e à jurisprudência do STF que impedem a vinculação, bem como ao princípio da autonomia dos entes federados.

Jurisprudência
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes (relator) afirmou que o STF tem firme jurisprudência pela inconstitucionalidade do atrelamento remuneratório, por evidente violação ao disposto nos artigos 25 e 37 (incisos X e XIII), da Constituição Federal. No entendimento da Corte, a vinculação de vencimentos de agentes públicos das esferas federal e estadual afronta a autonomia organizacional dos Estados-membros.

O ministro citou vários precedentes da Corte no sentido de que os dispositivos constitucionais citados impedem a equiparação e vinculação remuneratória entre cargos distintos no serviço público. Tal restrição foi ampliada a partir da promulgação da Emenda Constitucional 9/1998, que vedou a equiparação salarial de qualquer espécie. O voto do relator foi acompanhado por unanimidade no julgamento.

Assim, o Tribunal julgou procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º, 2º-A e 3º da Lei 15.433/2007 do Paraná e das Leis estaduais 13.981/2002 e 12.362/1998. Também foram invalidadas as Resoluções 97/1990 e 51/1989 da Assembleia Legislativa estadual, bem como o Decreto Legislativo nº 7/1994. (Com CGN).


Quer ficar por dentro das principais notícias da região? Então acompanhe o Portal Douglas Souza nas redes sociais, clicando nos seguintes links: WhatsApp | Facebook | Instagram

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem
https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEgi876Yj1kWQ7OWotTN7tcX9AO2NEyaptWqxmeBmipSqsLdk2nQPLMlYRslFFrv0CIrglAEKUvgkowjFNxuYEG8QyVz_jSqFEjsdqxdeLA5p35VOO2KbF-ENhWUXyOQfyPosWSJl1sub1cf_qEERtVYYVGwF-g2MrdHBT0MD73bCVYWS4OTHP1JayJe=s16000
https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjF-MkQGVlp-i3vGmFXK6Y9t0cFif2N1B0TyJr1KuwBa6xNdm5_54-eihYXkW4Eq7ue7FVXFweNuG4ovcbeAYeOLmrHFL4aCfWmQ4_rOeyQ6t9VX_6Z07qgntzQGP-GH762DAJqpSgSUPLUNReALbN-dHoStfp4Qxvu2OB2lMCJnljvSiwRgwSTR6Q8=s16000
https://blogger.googleusercontent.com/img/a/AVvXsEjF-MkQGVlp-i3vGmFXK6Y9t0cFif2N1B0TyJr1KuwBa6xNdm5_54-eihYXkW4Eq7ue7FVXFweNuG4ovcbeAYeOLmrHFL4aCfWmQ4_rOeyQ6t9VX_6Z07qgntzQGP-GH762DAJqpSgSUPLUNReALbN-dHoStfp4Qxvu2OB2lMCJnljvSiwRgwSTR6Q8=s16000