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Efeito La Niña é o motivo da seca na Região Central

"A projeção, em resumo, é que o La Niña vá até o mês de abril. Posteriormente o fenômeno deve entrar em um período de neutralidade"

Foto - Reprodução/RSN

Guarapuava e municípios da Região vem sofrendo com a falta de chuvas desde o início do verão. É que desde o começo da estação o fenômeno climático La Niña está ativo. Responsável pelo resfriamento do Oceano Pacífico, que altera os padrões climáticos globais, afeta, principalmente, o Sul do Brasil.

Conforme o agrônomo Sidnei Jadoski, o País iniciou 2021 sob efeito do La Niña de forma severa. No inverno oscilou para a neutralidade e nos meses de setembro e outubro retornou, no que chamam de ‘repique’, porém fraco.

"O La Niña fraco é a fase fria da temperatura da água dos oceanos Atlântico e Pacífico. Então ele tende a causar, especialmente, à Região Sul um resfriamento que reduz o ciclo hidrológico que num primeiro momento tende a causar estiagens."

Já na entrada do mês de dezembro adiante, o fenômeno se tornou moderado. Isso quer dizer que ele ficou mais forte em termos de efeito sobre a Região Sul. Causando períodos de estiagem mais severas com pouca chuva e distribuição irregular. Como foi possível perceber nos últimos meses quando Irati, Laranjeiras do Sul, Palmital, Nova Laranjeiras e municípios do Sudoeste entraram em sistema de rodízio de abastecimento.

Além disso, a seca afetou plantações e provocou redução nas safras de milho, soja e feijão em todo o Estado. Em Guarapuava, desde 2019 esperava-se 5.315,4 milímetros de chuvas, mas choveu 4.302,6. Assim, a estiagem no município e localidades próximas afeta os produtores rurais há meses.

Conforme as previsões do Ministério da Agricultura e da Pecuária (MAPA), as perdas na produtividade do milho devem ficar entre 30 e 35%. Em relação a soja, a diminuição prevista é de 15%. Assim como o milho, o feijão pode ter uma quebra de 35%, podendo chegar a 40%. O leite também teve redução, com queda estimada de 20%, mesmo índice das plantações de fumo.

Conforme Sidnei, que também é doutor na área de climatologia e professor na Unicentro, o Rio Grande do Sul foi o Estado mais afetado pelas características do La Niña. No entanto, o Paraná não ficou para trás e também teve o desenvolvimento da soja e do milho, principalmente na parte de pré-floração e enchimento de grãos comprometidos.

"E isso como consequência tem causado e continua causando uma redução muito expressiva do potencial produtivo dessas culturas. Principalmente da soja, que daqui a pouco será evidenciada em termos de número, quando começar a colheita.
BREVE PROJEÇÃO PARA 2022"

Como 2022 iniciou com um La Niña de intensidade moderada, existe uma estimativa pelos órgãos de pesquisa e meteorologia que o fenômeno deva perdurar até abril, quando tende a se dissipar. Inclusive, conforme Jadoski, ele já tem demonstrado isso com o retorno do aquecimento das águas do Pacífico.

"A projeção, em resumo, é que o La Niña vá até o mês de abril. Posteriormente o fenômeno deve entrar em um período de neutralidade, que seria entrar para uma uma condição de médias mais normais."

No entanto, mesmo assim a Região Sul ainda sofrerá com a estiagem. Porém menos rigorosa já que as chuvas devem ser um pouco melhores.

INFLUÊNCIA DO LA NIÑA NAS SAFRAS DE ABRIL
Como a estiagem afetou a floração das culturas, como explicou o pesquisador, a tendência é que os produtores tenham as maiores perdas nas safras na colheita em abril. “A estiagem afeta logicamente o desenvolvimento das plantas, a produtividade e a qualidade da produção”.

"Em termos de impacto, sobre a agricultura de grandes culturas, como milho e soja terão maiores perdas, dependendo da Região ou Microrregião do Paraná. Culturas como a batata também estão sentindo e podem continuar sendo prejudicadas em 2022."

De acordo com o agrônomo, apesar de fevereiro o Paraná ter entrado no período de chuvas, a precipitação está apresentando intensidade moderada. O que pode, ainda, causar alguns períodos de estiagem e afetar culturas, dependendo do estágio de desenvolvimento.

Sendo assim, para o produtor driblar ou reduzir os efeitos da estiagem é necessário planejamento, como orienta Jadoski. Há a necessidade de se estruturar melhor o solo para o armazenamento de água. “Se houver um plantio direto que seja bem feito, para manter a capacidade de infiltração de água no solo e reduzindo aquelas camadas de impedimento”. (Com Portal RSN).


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