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Por que a sigla LGBTQIA+ ainda assusta tanto?

No mês em que o IBGE divulgou que no Brasil, 2,9 milhões de pessoas se declaram lésbicas, gays ou bissexuais muita gente ainda não compreende a sigla

Foto - Reprodução

L de lésbicas. G de gays. B de bissexuais. T de transgêneros. Q de queers. I de intersexuais. A de assexuados e + para as demais identidades. Originalmente esse acrônimo nasceu da sigla GLS, que significava gays, lésbicas e simpatizantes. Mas com o tempo se mostrou excludente, pois deixava de fora grande parte da comunidade.

No mês em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que no Brasil, 2,9 milhões de pessoas de 18 anos ou mais se declaram lésbicas, gays ou bissexuais muita gente ainda não compreende a sigla e a importância da mesma. Conforme a Agência Brasil, esta é a primeira vez que esse dado é coletado entre a população brasileira e, na avaliação do Instituto, ainda pode estar subnotificado.

Desse modo, muito mais do que uma sigla, o acrônimo LGBTQIA+ trata-se de um movimento político e social que defende a diversidade e busca mais representatividade e direitos para essa população. Cada letra representa um grupo de pessoas, demonstrando a luta por mais igualdade e respeito à diversidade.

IMPORTÂNCIA
Além de representar um grupo de pessoas que é minoria na sociedade, o Movimento LGBTQIA+ busca defender a aceitação das pessoas representadas na sigla. Desse modo, existem diversas organizações não governamentais e grupos que fazem ações, como passeatas, campanhas, rodas de conversa e apoio.

Conforme o Fundo Brasil, o Movimento age em busca da igualdade social, mesmo enfrentando ondas de preconceito e de ódio. Assim sendo, como todo movimento social, o movimento LGBTQIA+ é composto por uma ampla rede de ativismo político. Até mesmo porque ser uma pessoa LGBTQIA+ ainda é considerado crime em mais de 70 países, sendo que 13 punem com a pena de morte.

De acordo com a pesquisa da Homofobia Mata, o Brasil lidera o ranking de violência contra esse grupo no mundo. LGBTFOBIA é o preconceito e violência contra as pessoas pertencentes a comunidade LGBTQIA+. No Brasil, a homofobia segue como questão a ser discutida.

De acordo com o Relatório de Mortes Violentas de LGBTQIA+ no Brasil ocorridas em 2021, do Grupo Gay da Bahia, 300 LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais, entre outros) sofreram morte violenta no país em 2021. O número representa 8% a mais do que no ano anterior, sendo 276 homicídios e 24 suicídios.

PESQUISA
Conforme o levantamento do IBGE, a população de homossexuais ou bissexuais assumidos é maior entre os que têm nível superior (3,2%), maior renda (3,5%) e idade entre 18 e 29 anos (4,8%). Já as mulheres brasileiras, 0,9% declara-se lésbica e 0,8%, bissexual. Considerados apenas os homens, 1,4% declaram-se gays e 0,5%, bissexuais.

Contudo tanto entre homens quanto entre mulheres, 1,1% disseram não saber e 2,3% recusaram-se a responder. A maioria, em ambos os grupos, declara-se heterossexual. Além disso, segundo o IBGE, o número de lésbicas, gays e bissexuais registrado na pesquisa pode estar subnotificado.

O Instituto aponta principalmente o estigma e o preconceito por parte da sociedade como fatores que podem fazer com que as pessoas não se sintam seguras em declarar a própria orientação sexual. De acordo com a analista da PNS Nayara Gomes o número pode ser muito maior do que o divulgado no levantamento.

"A gente não está afirmando que existem 2,9 milhões de homossexuais ou bissexuais no Brasil. A gente está afirmando que 2,9 milhões de homossexuais e bissexuais se sentiram confortáveis para se autoidentificar ao IBGE como tal."

Ainda conforme a analista, outro fator apontado para a subnotificação é a falta de familiaridade com os termos usados na pesquisa. “A gente ainda precisa percorrer um caminho com várias iniciativas de campanha, de sensibilização. Quanto mais perguntarmos, mais as pessoas vão se acostumar e é esse caminho que a gente pretende seguir. Temos alguns desafios”. (Com Portal RSN).


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