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Lançada em julho, Patrulha Rural da PM leva ao Interior mais segurança e tecnologia

O objetivo é intensificar o policiamento ostensivo em distritos e estradas rurais e realizar ações preventivas e repressivas em pontos e localidades

Foto - Ascom/PM

Entre os dias 1 e 15 de julho, o patrulhamento motorizado da Operação Segurança Rural, lançada pela Polícia Militar do Paraná em caráter permanente, como uma nova política pública, percorreu cerca de 47 mil quilômetros por estradas rurais em todo o Estado. Foram abordadas 2.490 pessoas e 896 veículos, com 12 flagrantes, 22 pessoas presas e apreensão de um adolescente. 

A fiscalização resultou na apreensão de 4.400 kg de maconha, 76 gramas de cocaína, sete armas de fogo e 49 munições. Seis veículos roubados foram recuperados, dez veículos foram autuados e outros oito foram recolhidos. 

O objetivo é intensificar o policiamento ostensivo em distritos e estradas rurais e realizar ações preventivas e repressivas em pontos e localidades por meio de patrulhamentos, bloqueios, visitas preventivas às propriedades e demais demandas da segurança pública. A operação também busca aproximar a população com os policiais nos distritos mais afastados dos centros urbanos.

O policiamento no campo previne e reprime a incidência de furto e roubo a cooperativas e propriedades rurais, otimizando o tempo de resposta nestas regiões. Também tem como foco auxiliar nas ações preventivas de segurança pública no enfrentamento aos crimes violentos contra o patrimônio ou em locais que precisam de resposta rápida.

Um grande componente da operação é a tecnologia. Essa nova fase engloba, além do trabalho preventivo, o cadastramento das propriedades e o mapeamento de todo o ambiente rural.

Nessa primeira quinzena, 346 propriedades foram cadastradas no sistema de georreferenciamento do Programa Patrulha Rural Comunitária, versão 4.0, como parte do projeto PMPR-90. Para isso, o Governo do Paraná adquiriu para a PMPR equipamentos mobile para o cadastro e georreferenciamento das propriedades rurais, além de 44 novas viaturas 4x4 exclusivas. 

Outra etapa da nova versão do programa foi a capacitação de 236 militares estaduais no Curso de Patrulha Rural Comunitária, a fim padronizar os protocolos e procedimentos em todas as unidades operacionais e habilitar os patrulheiros rurais para operar sistema de cadastramento online. 

A formação contou com disciplinas de abordagem policial, interação comunitária e cadastro rural, policiamento ostensivo em ambiente rural, direitos humanos, ações de combate aos crimes violentos contra o patrimônio, atendimento pré hospitalar de combate, defesa pessoal, entre outras. 

“Para essa reformulação, nos baseamos em programas de referência de patrulhamento rural das polícias de outros estados, além de análises criminais e o desenvolvimento de instrumentos voltados às ações preventivas”, explicou o capitão Íncare Correa de Jesus, coordenador operacional da Patrulha Rural Comunitária.

Para conscientizar e orientar a população sobre a importância da participação efetiva nas ações de segurança pública, a PMPR atualizou a cartilha Segurança Rural, que traz recomendações e formas de prevenção aos principais crimes que ocorrem no campo, como furtos, danos, roubos e cárcere privado, e como proceder nessas situações. A Patrulha Rural também vai promover reuniões em sindicatos rurais, cooperativas e nos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) para orientar esse público.
 
A Cartilha Segurança Rural, desenvolvida em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep-PR), está disponível no site da PMPR (https://www.pmpr.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021-09/seguranca_rural.pdf) e traz sugestões para aumentar a segurança nas propriedades e em todo o ambiente rural, além de incentivar a formação de uma rede de contatos entre a vizinhança para facilitar a comunicação com a polícia em casos de crimes e delitos.
 
“A partir dessa reformulação, as equipes passaram mapear o ambiente rural, incluindo as estradas secundárias, acidentes geográficos e outros locais onde os criminosos podem se esconder ou utilizar como rota de fuga. Esse mapeamento auxiliará no planejamento das operações e na repressão a essas ações”, salientou o capitão Íncare.


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