TRE cassa prefeito, vice e mantém cassação de vereadora em Moreira Sales; prefeito anuncia recurso

Segundo o processo, a ação eleitoral apura suposta prática de compra de votos durante a campanha de 2024


O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu cassar os mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e do vice-prefeito, Rafael Pastel, por suposta compra de votos durante as eleições municipais de 2024. Na mesma sessão, a Corte também manteve a cassação da vereadora Priscila Albano, a mais votada do município, igualmente condenada pelo mesmo motivo.

O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (20). Em primeira instância, a Justiça Eleitoral de Goioerê havia absolvido o prefeito e o vice por falta de provas, enquanto condenou apenas a vereadora. No entanto, ao analisar os recursos, o TRE-PR reformou a decisão e, por 5 votos a 2, determinou a cassação dos mandatos de Luiz Volpato e Rafael Pastel, além de confirmar a perda do mandato de Priscila Albano.

Segundo o processo, a ação eleitoral apura suposta prática de compra de votos durante a campanha de 2024.
Prefeito afirma que continuará no cargo e recorrerá

Após a divulgação da decisão, o prefeito Luiz Volpato gravou um pronunciamento à população. Ele afirmou que respeita a decisão da Justiça, mas destacou que o processo ainda não foi encerrado e que sua defesa adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para tentar reverter o julgamento.

Volpato lembrou que a investigação teve início em 2024, envolvendo a apreensão e análise do telefone celular de um cabo eleitoral, além da oitiva de testemunhas durante a instrução do processo. Também ressaltou que, na primeira instância, ele e o vice-prefeito foram absolvidos.

Durante a manifestação, o prefeito procurou tranquilizar a população e garantiu que a administração municipal segue funcionando normalmente.

"Continuamos aqui no cargo", afirmou.
Caso ainda pode ter novos desdobramentos

Apesar da decisão do TRE-PR, o prefeito e o vice ainda podem recorrer às instâncias superiores da Justiça Eleitoral. Até que haja uma definição definitiva sobre o processo, a situação jurídica dos mandatos dependerá dos recursos e das decisões que vierem a ser proferidas.

O caso segue sendo acompanhado pela Justiça Eleitoral e poderá ter novos desdobramentos nos próximos dias. (Com Portal o Vale).

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