Suspeitos não foram localizados
A Polícia Militar atendeu duas ocorrências graves de incêndio criminoso em residências nas últimas 24 horas na Região. Um em Guarapuava e outro em Cantagalo. Em ambos os casos, os imóveis ficaram totalmente destruídos. Segundo a PM, há fortes indícios de ação criminosa motivada por conflitos familiares.
GUARAPUAVA
Nessa quarta (2), os bombeiros se deslocaram para atender um incêndio no Jardim das Américas, em Guarapuava. Conforme relatou a PM, trata-se de uma ação criminosa. No local as equipes policiais constataram que a residência já havia sido consumida pelo fogo. O Corpo de Bombeiros apagou as chamas remanescentes e concluiu os trabalhos.
De acordo com relatos de vizinhos, a proprietária do imóvel está em Curitiba. Testemunhas apontam o ex-marido dela como o principal suspeito, já que ele não aceita o fim do relacionamento. Relatos colhidos no local indicam que o homem esteve no endereço minutos antes do início do fogo. Além disso, ele chamou pela dona da casa, entrou na residência e saiu logo em seguida carregando um botijão de gás. Logo depois da saída, o imóvel começou a queimar.
Durante o atendimento da ocorrência, uma cadela que estava dentro da casa apareceu com o corpo 100% queimado pelo fogo. O animal acabou socorrido por vizinhos e encaminhado a uma clínica veterinária. A perícia técnica coletou vestígios no local. A PM não localizou o suspeito.
CANTAGALO
Na madrugada desta quinta (3), por volta da 1h, a PM registrou outra ocorrência de incêndio, mas dessa vez no Centro de Cantagalo. Uma moradora de 50 anos e o esposo, de 53 anos, acionaram o destacamento policial após ouvirem barulhos e avistarem chamas em uma residência desocupada que fica no mesmo terreno da casa principal.
Ao vistoriarem a área com a equipe policial, ficou constatado que o imóvel ficou totalemente destruído pelo fogo, mas sem risco de propagação para as demais estruturas. Questionadas sobre a autoria, as vítimas relataram que o principal suspeito é o próprio pai da mulher, que já havia feito ameaças expressas de atear fogo na edificação após o falecimento do antigo inquilino.
A vítima informou que possui medida protetiva de urgência contra o pai, o qual já possui histórico de condenação recente por descumprimento de ordens judiciais. A Polícia Militar fez buscas na Região, mas não localizou o homem. As vítimas foram orientadas quanto aos trâmites legais. (Com Portal RSN).
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