Investigação apontou falta de proteção contra quedas e ausência de medidas de segurança; vítima, de 43 anos, morreu em abril deste ano
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a morte de um trabalhador de 43 anos, ocorrida no interior de uma empresa cerealista, em Pitanga, no dia 14 de abril de 2026.
O responsável pela empresa, um homem de 65 anos, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Segundo a investigação, o trabalhador caiu de uma altura de aproximadamente 3,60 metros por uma abertura que não possuía guarda-corpo, tampa ou outro tipo de proteção. Ele acabou soterrado pelos grãos.
A perícia também apontou que a vítima não utilizava equipamento de proteção contra quedas e estava sozinha no momento do acidente.
O Corpo de Bombeiros foi acionado no dia do ocorrido e encontrou o trabalhador já sem sinais vitais dentro de um compartimento de uma máquina utilizada no processamento e na secagem de milho. O laudo de necropsia apontou asfixia mecânica por soterramento como causa da morte.
Empresa já havia sido alertada sobre riscos
Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu bombeiros e funcionários da empresa, além de analisar documentos relacionados à segurança do trabalho.
Conforme a PCPR, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa, em vigor desde novembro de 2025, já classificava como crítico o risco de acidentes em espaços confinados para a função exercida pela vítima.
O documento também recomendava a instalação de proteções e a realização de treinamentos. Segundo a investigação, as medidas indicadas não foram adotadas.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
A perícia do local e o exame de necropsia foram realizados pela Polícia Científica do Paraná.
As informações são da Polícia Civil do Paraná (PCPR).
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