Gerson Milusk de Carvalho foi condenado a 26 anos de prisão; Estado reconheceu violações de direitos humanos após recomendação internacional
O Estado brasileiro reconheceu, nesta quinta-feira (15), violações de direitos humanos contra o ex-policial militar rodoviário Gerson Milusk de Carvalho e pediu desculpas formalmente durante um ato realizado em Pitanga.
Gerson foi condenado, em 1997, a 26 anos de prisão pela morte de Wilson Schon e Irene Maria dos Santos, assassinados em março de 1995, em Pitanga. Ele sempre negou participação no crime e afirmou ter confessado sob tortura física e psicológica.
O caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 2003. Em 2014, o órgão recomendou a revisão criminal, após analisar denúncias de tortura e violações ao direito de defesa.
Mais de três décadas após os fatos, o Estado reconheceu os impactos causados pela condenação baseada em provas obtidas mediante tortura e se comprometeu a dar continuidade às investigações para identificar os verdadeiros responsáveis pelo duplo homicídio.
Apesar do reconhecimento, a condenação ainda precisa passar por análise judicial para eventual anulação. O Ministério Público designou um promotor para avaliar a revisão criminal.
Emocionado, Gerson relatou a dor de ter passado tantos anos longe da família e afirmou sentir alívio com o reconhecimento de sua inocência.
O ato reuniu representantes dos governos federal e estadual, do Sistema de Justiça e da sociedade civil.
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