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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Você sabe o que é ser intersexual?

Redação - Douglas Souza



Também conhecida como hermafroditismo, a intersexualidade necessita ser tratada com delicadeza. É normal hoje em dia que os pais esperem a criança crescer e decidir sobre sua condição.


Quando se fala em gênero e sexualidade, há um termo que quase nunca é abordado. Nos referimos às pessoas intersexuais, como agora são conhecidos os casos de hermafroditismo. Mas, você sabe o que significa ser intersexual, ou ainda como fica a questão do desejo nesses casos?

Normalmente, uma pessoa tem o sexo definido desde o nascimento graças à presença de um órgão sexual feminino ou masculino. No entanto, há casos em que isso não acontece, e a pessoa nasce com os dois sexos ou com uma genitália indefinida.

Na medicina, fica caracterizado um quadro de hermafroditismo, uma condição causada, na maioria das vezes, por uma mutação genética. O mais habitual é que a pessoa tenha ambos os órgãos sexuais, porém, apenas um deles é funcional.

Desse modo, um intersexual precisa ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Isso para que o quadro seja avaliado e que sejam feitas as correções funcionais necessárias para garantir o correto desenvolvimento da criança.

Até alguns anos atrás, o costume era o de realizar uma cirurgia para preservar o sexo dominante, completando o tratamento com hormônios. Hoje, a abordagem é mais cuidadosa, sendo recomendado, inclusive, esperar para que o próprio intersexual possa opinar e decidir.


Intersexual x Transexual

Uma das diferenças entre um intersexual e um transexual é justamente esse "defeito" na formação da genitália. O transexual tem o sexo perfeitamente formado desde o nascimento, mas quer ser reconhecido e aceito como alguém do sexo oposto. Acaba recorrendo a hormônios e à cirurgia de redesignação sexual para concretizar seu desejo.

Já o intersexual precisa corrigir essa indefinição de nascença para confirmar seu sexo biológico.

Riscos de inadaptação

Os casos de intersexualismo não são muito frequentes, mas precisam ser encarados com delicadeza. Não se trata apenas de decidir o sexo biológico, optando pelo que é dominante.

Há questões de identidade de gênero envolvidas e não são raras as situações em que a pessoa é submetida a uma cirurgia corretiva, mas depois manifesta comportamentos que a afastam do gênero previsto.

Uma decisão rápida, para "facilitar" a adaptação social desta criança, pode provocar problemas posteriores. O mais aconselhável é viabilizar um acompanhamento psicológico para que todas as questões sejam consideradas, tanto o aspecto anatômico e funcional do sexo, como as questões de desejo e identificação. É indispensável que seja realizado acompanhamento psicológico e médico especialistas no tema para os pais, familiares próximos para criança. Além de requerer intervenção futura e o acompanhamento ser necessário no processo de construção e identificação de seu gênero, os familiares necessitam gozar de saúde mental e emocional afastando dúvidas, questionamentos e medos para que possam propiciar uma dinâmica familiar satisfatória para o desenvolvimento.

Fotos: por MundoPsicologos.com
Fonte: MundoPsicologos.com

Redação - Douglas Souza

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