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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Brasil elabora protocolo e pretende usar aviões para combater nuvem de gafanhotos

Portal Douglas Souza 

Praga estava a uma distância de 250 quilômetros da fronteira com o RS até terça-feira (23) e receio é que prejudique a agricultura

Foto - Divulgação/Senasa
O governo do Rio Grande do Sul e o Ministério da Agricultura elaboram um protocolo sanitário para conter a nuvem de gafanhotos que avança pela Argentina e até esta terça-feira (23/6) estava a 250 quilômetros da fronteira com o Brasil.


A avaliação sobre a dimensão do problema inclui quais os agrotóxicos são mais eficazes no combate à praga e os possíveis prejuízos nos municípios afetados. "A área técnica está trabalhando para divulgarmos nos próximos dias um protocolo a ser adotado", afirmou à Globo Rural o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Covatti Filho.


O receio é que a praga chegue ao território brasileiro e prejudique a agricultura local. Segundo o governo de Córdoba, na Argentina, em um quilômetro quadrado pode haver cerca de 40 milhões de insetos, que são capazes de comer o equivalente ao que 2 mil vacas consomem em um dia.


Por isso, a Secretaria do Rio Grande do Sul e o Ministério firmaram, nesta terça-feira (24/6), uma parceria com o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). A ideia é utilizar os 426 aviões da frota aeroagrícola do Estado no combate aos insetos. Ações deste tipo foram desenvolvidas, por exemplo, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a atuação na África. 

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Alerta
Por conta da proximidade com a região fronteiriça do Brasil, o Ministério da Agricultura disse ter emitido alerta para as Superintendências Federais de Agricultura e aos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária. “(É necessário) medidas cabíveis de monitoramento e orientação aos agricultores da região, em especial, no estado do Rio Grande do Sul, para a adoção eventual de medidas de controle da praga, caso esta nuvem chegue em território brasileiro”, disse o Mapa, em nota.


Ainda de acordo com a Agricultura, autoridades fitossanitárias brasileiras estão em contato permanente com as autoridades argentinas, bolivianas e paraguaias, por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave), o que permite um acompanhamento da situação em tempo real. 


De acordo com o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), o primeiro alerta sobre o inseto foi divulgado no dia 11 de maio. O gafanhoto teria vindo das províncias de Formosa e Chaco e continuado o trajeto pela cidade de Santa Fé. "Como previsto pela Senasa na sexta-feira (19/6), ele atravessou o rio Paraná, entrando na província de Corrientes, onde atualmente está localizado, próximo à província de Entre Ríos", diz o boletim do órgão argentino.


A área classificada como de maior "perigo" pela Senasa inclui as regiões dos municípios de Santa Fé, Rosário, Entre Ríos, Corrientes, Concordia e Gualeguaychú, na Argentina; Paysandú, no Uruguai; e Uruguaiana, no Brasil. "O gafanhoto é uma praga migratória, que não reconhece limites ou fronteiras e, em um dia, pode viajar até 150 quilômetros e, por exemplo, atravessar de uma província para outra, ou mesmo de um país para outro em poucas horas", avalia a Senasa. (Com Globo Rural).

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