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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Produção de feijão, milho e soja tem queda de produtividade na região

Em 2020, o principal problema enfrentado pelos agricultores foi a estiagem; agora, neste ano, as chuvas excessivas acabaram prejudicando a qualidade dos grãos

Foto - G1 - Globo
Duas situações antagônicas causaram uma queda de produtividade em todas as culturas que estão começando a ser colhidas neste início de ano. A região de Guarapuava, que foi afetada em 2020 pela estiagem, sofre agora com o excesso de chuvas.

De acordo com o técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), Dirlei Antonio Manfio, que atua no Núcleo Regional da Secretaria de Abastecimento e Agricultura do Paraná (Seab), o feijão foi o grão mais afetado, com uma redução de 20% na produtividade.

“Mesmo que não se tenha perdido tanto com a quantidade, colheu-se 80 e 70 sacas por alqueire, mas se perdeu com qualidade. Além de colher um pouco menos, porque sofreu com seca e com a chuva, houve uma queda na qualidade dos grãos”, exemplifica Dirlei.

Na região, a maior parte da produção de feijão é do tipo preto, sendo que apenas 15% são do tipo carioca e vermelho. “O feijão preto ainda consegue vender no mercado, mas os outros tipos de grãos perdem muito mais fácil a qualidade”, completa.

O presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Botelho, explica que não é propriamente a chuva forte que afeta as lavouras, mas sim a constância da instabilidade.

“Foram chuvas constantes quase todos os dias, três semanas com chuva diária, causando excesso de água, empoçamento e principalmente falta de sol. As plantas que precisam fazer fotossíntese sofreram com a falta de luminosidade. As maiores perdas economicamente foram no processo de maturação das culturas como milho, soja e na horticultura, causando perda na qualidade”, elucida.

MILHO
De acordo com Botelho, o milho não sofreu tanto durante o período. Apresentando uma queda de 10% na produtividade, em algumas localidades a produção foi atingida pela praga da cigarrinha. “Um fator diferencial neste ano, que normalmente não tem, foi a praga da cigarrinha, que geralmente acontece no começo da safra, o resultado aparece 30 a 40 dias antes da colheita”, explica Botelho.

A produtividade do milho, que era estimada em 11,5 mil kg por hectare, este ano caiu para 10 mil kg.

Segundo a perspectiva do Deral, a colheita já está um pouco atrasada, mas se estende até o final de março, ocorrendo a maior parte da colheita do milho comercial. (Com Correio do Cidadão).
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