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Médico chora ao falar sobre a situação da pandemia a empresários

O diretor-clínico do Hospital São Vicente, o médico Eduardo Borges fez uma abordagem real do que está ocorrendo nas UTIs

Foto - Geraldo Bubniak/AEN

Um desabafo emocionado de quem escolheu como profissão salvar vidas humanas. Mas que se depara com a impotência perante o colapso do sistema de saúde pública na pandemia. Foi assim, entre palavras cortadas pela emoção, que o diretor clínico do Hospital São Vicente, Eduardo Borges, mais uma vez, expôs o triste cenário de Guarapuava. Lideranças empresariais ouviram atentas.

De acordo com o médico, hoje as pessoas estão morrendo por falta de atendimento adequado. “As pessoas precisam ser intubadas, precisam de vagas em UTI, mas não têm”. Conforme o médico, o aumento no número de mortes não se dá somente pelo aumento de casos, mas de um atendimento que “não conseguimos dar de forma de adequada”.

E o que é ainda pior. Essa elevação continuará até reduzir os atendimentos emergenciais nas UPAs em prontos socorros, segundo o médico. Entretanto, esta não é a primeira vez que o médico tenta conscientizar a população sobre a gravidade da pandemia. Todavia, as pessoas continuam desconsiderando as medidas restritivas e promovendo aglomerações.

OS NÚMEROS DESTA SEGUNDA (31)
Somente nas primeiras horas da manhã desta segunda (31), os números da doença em Guarapuava são os seguintes: na UPA Batel oito pacientes esperam uma vaga de UTI. Três deles estão intubados e um aguarda vaga em enfermaria dos hospitais.

Já na UPA Primavera, cinco pessoas esperam uma vaga de UTI. Uma delas já se encontra intubada e uma outra deve ser encaminhada para tratamento em enfermaria especializada da covid-19.

NO PARANÁ
Números da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a fila de espera por um leito de covid-19 em hospitais do Paraná não para de crescer. Conforme dados da Sesa, nesse domingo (30) 1.222 pessoas com sintomas ou positivadas para covid-19 aguardavam por um leito no Estado.

É o maior número desde 19 de março. A metade deles, 616 (50,4%) precisavam de uma vaga em Unidade Terapia Intensiva (UTI).

AS PIORES SEMANAS
Num panorama de maio, Eduardo Borges disse que as últimas quatro semanas foram as piores para o tratamento da covid-19, em Guarapuava.

"As UTIs o tempo todo lotadas. Na última semana tivemos três episódios de quase pane total no sistema de oxigênio, pela sobrecarga de distribuição. É desesperador. A gente chora quando vê o oxigênio quase faltando e sem ter o que fazer. E não é por falta de estoque. É pelo alto fluxo de consumo dos pacientes."

O também médico Maicol Callegari Barboza, prefeito de Pitanga, confirma as palavras de Borges. “A situação é muito crítica também no nosso município e em outros da Amocentro”. Ele preside a entidade e avaliza as medidas tomadas em Guarapuava com a Matriz de Monitoramento.

Para confirmar o cenário da covid-19 em Guarapuava, o diretor administrativo do Instituto Virmond/Santa Tereza, Michel Cunha também expôs o drama, principalmente, dos profissionais. “Nossa equipe está cansada. Não aguenta mais”.

TENTATIVAS
O prefeito Celso Góes disse durante a reunião desse domingo (40) que em contato com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, insistiu na abertura de novos leitos. “Precisamos que seja no Hospital Regional. Mas o secretário disse que não há condições. Não há profissionais”.

De acordo com o prefeito, as tratativas agora são pelo aumento no número de vacinas. “Mas tudo depende do Plano Nacional de Imunização. Estamos insistindo e mesmo aos poucos vamos conseguindo”. (Com Portal RSN).

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